Monday, May 14, 2007

Estado de Graça


morena salve as morenas
de todas as raças
entre todas as cores
me apetece mais as morenas

não nego a loira gelada
pra refrescar e não ficar lélé do sol
mas dentro do perimetro nacional
as morenas são mais bacanas/sacanas.

Se são tão fuleiras
catimba a si arde maltrata se quer
maio 68
samba desbanda que urra mulher
e é por inteiro
do surdo ao cavaco a orquestra proclama
se tem modelo,
dissonante preguiça em ser feliz

cadê o enrredo?
veredas lascivas o profeta declama:
- Hedonismo sertanejo!
Daquilo, daquela, daquele ou do kilo?
se é passageiro,
mania sadia de amar o mundo,
menstruar noiando todo dia no escuro.

mas esse cais olê-lê
de ser enrrolar olá-lá
de não dizer o que se vê/crê
avacalhar para romantizar

há quem si perde essa vida
ao que tudo se assoletra
se vale a guerra da giria
morena suê com o brio da testa



Monday, April 30, 2007

exilio para não envelhecer



soul louca

pelo cabresto de um hipertexto

faço a nota

Lá, Sol, MIm, Dó

de quê

de quem

de flashes do céu

em pigarros guturais

de trovão ou relâmpago

ou mesma coisa?


de estar a toa

de estar atona

atônito por substantivo derivado

a maconha que me elucida

nem negra, polaka ou índia

aquilo que me vacina

vem ao vaga-lume de uma morte


o que me fortalece é o desapego.

amar sem depender do amor,

sabe o que eu quero dizer baby?


a ditadura invisivel do capitalismo

está na esquizofrenia latente nas pessoas

que fabricam um vigiar/punir

umas comas outras em vice-versa


e o mormasso que abafa

e cria uma sauna em toda a ajucity,

não apenas fisiologico, mais psicologico também

me sucede acrescer por educação:


- decretei exilio voluntário, mon xuxu.

Tuesday, April 10, 2007

Santa Cecilia


Onde se vê em procissão
ao sol que racha no cinza
E os zunidos de carros como galo despertador
no tomar do bem da nota de adendos, pré-datados
helicoptéros panópticos
sociedade esquizo in estilhaço
Santa cecilia
proteja nosso rock and roll
não é um pedido, é um socorro
Salve nosso rock and roll
I need de devassidão
Como tú é escrota
São Paulo Meu amor
Entre michês, travecos , putas
e aos condenados a orgia e satisfação completa de ter
a temperatura da xota, pinto, cú, boca
esporrados de porra pra lavar a alma
fode cecilia minha santa
fode e não se reprima
Se você não gosta do Caetano, Chico Buarque ou até
do próprio compositor popular brasileiro,
Tudo bem; todavia proteja nosso rock and roll.

Monday, January 08, 2007

saudoza malaka

por tudo aquilo que tú fez agora/ porfavor leve ao menos/ o que às vezes se vale mais/ do que se é, do que se traz/ a lógica absurda da simpatia/ cala boca e dê sua garantia/ o amor faz da jogatina/ perolas brandas que se foram um dia/ para não mais voltar/ possa crer triste a deslizar/ para satisfazer aquele velho lombrar/ que você iá-iá / pra satisfazer iá-iá / a pelves se requebra em fluxo/ porfavor fale ao menos/ porque meu suor exala a peixe/ quando nos vejo, quando o desejo não tem mais porquê/ onde a carne é do carnaval/ em amiúde suco de libido na TV/ de tanto você insistir nos enlatados/ mesmo seinfeld ou simpsons a gargalhar/ fico a satisfazer aquele antigo lombrar que você iá-iá/ que você iá-iá / pra satisfazer iá-iá / a saudoza malaka/ matando a última oração/ dar a voz a se estremecer/ trazendo essa união/ pra o que tudo venha a reconhecer/ fugindo do sermão/ ataraxia a permanecer/ mais pelo sim do que pelo não/ a negação do dibre de sobreviver/ e vai dizer se é sol com 7/ e eu fico a friltar/ a retroagir aquele véio lombrar/ que você iá-iá/ pra me satisfazer iá-iá/ da saudoza malaka.

Wednesday, December 27, 2006

dia 27 inté 2007

"pois o amor é a coisa mais linda quando o vento trás", estudando o pagode ou o dia 27, em por sugestionar de casos, e dilacerar de eventos tal qual o tabaco em toda sua nicotina se desenha em fios de fumaça. acordo em agonia como habitual, fecho-um, e observo o sol das 5 horas, que no verão resplandece forte, sim ensolé, fotografado aposteriori, em dia 27 de viagem, de rota de refúgio, de birthday, de distância, de amizade, de final de ano, de fogos e doces.
ando tentando diminuir a rotina dos cigarros, até mesmo porque o trampo não liberou ainda a merreca, e realmente as situações não andam bacanas afroxés, e sim de espeto de gato com coração de galinha valendo como figado. angustia é exata, que existe dentro incutida na somatória, na mimese das palavras que vão me retribuindo um certo amor-ódio. o computador é uma chatice, se não fosse pela putaria na webcam, e um constante "be midia" do orvalho, onde a sociedade do espetaculo vira livro de pauta, e discussão. não compreenderia que o texto é uma extensão do meu corpo, sendo que a reflexão teria o almejo tal qual o gozo teria a morte.
okay a escrita se cansa. dia 27 sambe no devir.

Friday, December 22, 2006

palita



Palita bem maga, loira de cor morena brune bem bronzée; ela sabe assobiar após fumar maconha e sabe como ninguém fazer uma malaquia dengosa piada para rir e vir. Ela me faz um bem que nem sabe, ejaculando aurea e chuviscando pelo seu rumor bucolico, a praia é o destrair; por vezes a maresia vem com poesia, e ela soletra bob ao meu ouvido.

- Sabe o que mais quero?
- Largar tudo e viajar?
- Sim !!!
- Eu não, quero é ir embora, desejo deixar de ser estrangeiro em minha cidade para ser o anonimato e o zero, numa meta-metropole.
- Você gosta de complicar as coisass! Porque não só viajar?
- Palita quando digo zero é para começar do zero, sinto-me ilhado devasso porco desalmado; preciso urgentemente me enamorar pelo mundo; e quando falo anonimato é para não achar que ficarei estático em minha identidade, e sim em movimento, observando o não-ser pré-estabelecido que categoriza o que sou ou devo ser.
- Puta merda, você é complicado mesmo.

Normalmente sempre esperamos o sol se pôr lá no Nova Opção, e fumamos o bequi de pontas, quase sempre belo e nostalgico é o final de uma baga de um dia. Inteligência misericordiosa em suspensão, caprichoso cafuné das estrelas entre a lua e um torrido amor entre os carros e os motoristas. O Circular Shopping 2 é uma aventura percorrendo a Coroa do Meio e o seus becos e buracos, mas quado chega na divisa pela ponte Rio-mar absorve em mim uma benção por estar em movimento na travessia pela ponte.

A urbanização adora pontes de arquitetura expansiva e fluente, para que as coisas circulem ao instantâneo, sendo que assim a inter-relação entre espaço e tempo se bifurquem consolidando o engendrar do multiplo e sua fluidez. A velocidade do mundo se jorra entre espirros de caminhão ao freiar-se, ou o peidar do fusca engatando a terceira ao acelerar. Daria um conto eu pensar que a urbanização da Grand Ajucity se aplicaria mais numa questão de liberalismo mundial do que uma análise critica de um local pós-colonial?

A Palita costumava tomar banho de jasmin, pegava os jasmins defronte a sua casa, tirava quase um cesto amarelo de feira todo dia, e o derramava no tanque de lavar roupa com água morna. Palita tomava banho de tardezinha no quintal, recheada de jasmin. Eu subia no pé da mangueira e ficava escondido reparando pelo alto o corpo de Palita. Menina maga demais sempre foi, com os peitinhos de pitomba em amurecimento, e de estatura pequena que cabia no tanque direitinho. Quando Palita acabava de tomar banho, eu já corria para frente de sua casa, e esperava os dez minutos suficientes para que se arrumasse, e depois me recolhesse em um qualquer abraço embalsamado de jasmin, por um milhão de segundos em cor e cheiros.

- Porque você gosta de me abraçar tanto?
- Pois... porque tú é minha querida malaka.
- Que nada tú tá viciado no jasmin, num é?
- Também.
- também? então você bate punheta pensando em mim?
- já bati chupando manga.
- Eu vi.
- Como assim, você sabia que eu ficava de voyuer?
- Apenas não só sabia, como tambem consentia.
- Humm.... você gosta de ser observada?
- Não, eu gosto que você me observe. Não confunda com fotolog, isto é um blog.

Entender como diário então estas palavras, neste espaço e mais nada? O que garante o narrador como centro de verdade, e se até mesmo o narrador seja o protagonista ou um discurso indireto livre.

Associação de livre pensamento na escrita sempre me fascinou, a Palita é esperta e ouriçada por seus anseios de vida, de estar em gozo, em curiosidade, em busca de sofia. E vômito, escárnio e engodo, objeto no qual às vezes o nilismo se suporta ou até mesmo uma inflexão do próprio corpo ao externo se observa, ainda assim do que valeria o valorar? Subterfúgio seria um ressonar pelas causas ou pelos fins? Duas perguntas em uma resposta.

- Palita, você já experimentou sexo a-casual ?
- Não, ontem meu pai me deu 50 reais para eu dizer "te amo" a ele.
- Porra vai falando 5 vezes por dia que tú viaja pra amsterdã, final do ano, ei e o a-casual?
- Num sei, você quer experimentar?
- Um blow job em 69?
- Meu pai disse que eu adoro ter subterfúgios.

Monday, December 18, 2006

jatobá

ter ensejo antes do para mingaugar
medir sem haver uma para-métrica
calar naquilo onde vaga-lume-iria uma mulher
salivar os olhos de um bem-me-quer
suingar na hora de paparicar
ensaiar devaneios para se indagar
cuspir o espirro de se aventurar
meu reveion, eu passo em jatobá
é lá , não se tem razão
é lá, não se mede as mãos
pra vê se dá pr'ouvir o mar
entre aurora que for bem cedo
pra ver pintar o céu de cinema
negoncear todas as pilhas para singelar
vomitar toda a repipoca da parafuzêta
menina nina noiseando um belo cantar
o violão joãogilberta um posteirizar
loira gelada, por favor
que esse samba tem calor
tem motivo pra abraçar
no remelexo da lombra
o malakias de serviço
não renega o seu compromisso
é unzinho pra jeovah
e um docinho pra yemanjá.

Friday, December 08, 2006

Texano


Saudoso ser que sente a necessidade de algo em falta, as pessoas passam, curto prazo para bom interlúdio entre olhares e perspicazes abraços. Por um momento perco toda essa necessidade de algo que falta. E fabrico então um subterfúgio equivalente a uma casca de tartaruga, resistente e um ótimo esconderijo. Eternizo em asas e cores roxas, e ótimas lembranças de rostos que nunca os tive. Dilacerando contrações sobre um futuro aproché, sacrifico o mau hábito de um borbulhar sentimentalismo e translação de sujeitos. Seria coerente então arriscar ao céu do texano, em seus quase 26 ou mais anos, fico anônimo e subtraio as coisas que são feitas para passar, como o rio, o barco, a vida e o estar.
creio no famigerado desbunde e na humildade cínica marginal do sensível, se nunca mais nos veremos, saudoso au revoir fica agradecido.
Cada uma na sua e no seu, a Internet é a parole de resistência aos percalços desenganos, quem acreditar morre, eis que o efêmero acontecimento se suscita, traga-me paixão, que devolverei vida. E nada mais consola ou dá prazer, é apenas isso.
Meu amor você ainda não existe, mas eu te imagino em mimese.

Wednesday, December 06, 2006

Junknet

Desdenhando a mão direita, fazia a coceira com a gauche ante o seu sexo. A mão direita na verdade possuía um valor de mouse, um dedo para hipertextos em fluxo. Olhou por onde sempre olhara, dentro recorrendo remoendo por dentro da fechadura a qual o olho se esbugalhava em texturas, em ventre, em sinapses em acordo de desordem, sentia o cheiro de sua carne de fantasma. Sem corpo, apenas em imaginação condensada em virtualidade; tudo se pode e deve-se, voyerismo e masturbação. Onde toda ingenuidade se perpetuava no nascer ou morrer do dia pela luz que se desfazia em graus, contrastes: um sol matutino ou uma lua cheia vespertina? Calado , sereno por um nouvelle romance que se surta num céu de serpentinas de papéis coloridos, um amontoado de gente parte pra defronte a catedral , e quanto mais mirava os olhos aguço pela pirotecnia do espaço, dava-se a entender que o nativo antropofagiou o estrangeiro, que não mais seria nativo , nem estrangeiro, e sim o processo que rumina ele como um dis-sonar de re-significâncias. E não se preocupou mais com os espelhos, quebrou todos que existiam dentro, abrigando um refletir entre os cacos de vidro entrelaçados, o eu em facelas, em espectro refutando o divã e o narciso. Sede e gozo.

Monday, November 20, 2006

garrrancho

desequilibrio do corpo ao espaço
se não fosse o finito gozo em suspensão
ou até mesmo o frever que morde
a falta de ar para morte
a morte que destrai o espirito
todo cheio de porra no corpo
- Ai , e grita:

Chupo tua carne cilindrica até o talo,
despois engulo as bolas
Seguras em minhas ancas
e de trivela me mate,
de rosca me acabe,
e perto de morrer também,
então lasciva sufoque até o misero abstrato,
morde meu grelo e bate em minha bunda.

por um final clichê: suor, cheiro de peixe e cigarro na boca.

Thursday, August 03, 2006

Voi lá 2 ( o cinismo)

Aracaju, araras e cajus.
Sentir-se no que fazer em pandêmonio, em abstrato fatiado. A sensação é que todo mundo fode com todo mundo. O foder é literal, não sei até que sentido podemos nos orgulhar em nos trepar demais, agora se encaixando no figurado. Não recrimino as rodas de boquete, muito menos tento dar um caráter radical conservador, pois acho o sexo uma grande revolução incutida. Mas, antes de tudo saliento a falta de opção existente; as pessoas interessantes são as mesmas, e vivemos assim um eterno rendevoux em um mal disposto dejá vu. Vamos então pensar com carinho nas experiências afetivas, lisergicas, sexuais e o fato das pessoas aqui em ajucity, fruto de um novo mercado moderno vindo da média burguesia, fazem desse contingente o produtor e o consumidor do seu próprio produto. O poder da autocritica se manifesta, aqui em ajucity as pessoas da média burguesia usualmente convergem para um mesmo local, um mesmo todo. O engraçado é ver que o arcaico que há em ser provinciano, e povoa o arquetipo do ser sergipano, hoje é posto lado a lado com a modernoíde e as novas relações humanas aderidas pela invenção da internet ao meio cotidiano. Os relacionamentos abertos crescem, por isso penso em ser pai solteiro. A verdade é que vivo a necessidade de aprender a conviver mesmo, pois se já comigo é difícil , imagino com os outros. Não para manter-me em bolha ou blog, mas sim para discursar sentimentos, vocabulários intrinsecos aos individuuos e a si mesmos. Eu canso do esperar, aguardar, se não tiver algum objetivo ou algo que traga âmago ou balsámo.
Hoje vou ao Big Brother, depois ao Nova Opção, depois quando amanhecer ao Moskeiro , fritado voltarei pra casa , e quem sabe não encontro meu grande amor na internet. :)

Sunday, May 14, 2006

CAPRICORNIANOS





O amor começou desse jeito. Um amor que nascera fora dos costumes de um amor. Aprimorado de etéreas sensações de códigos criados um ao outro; Ela nasceu com o sol, ele com a chuva. O problema não era o avesso, pois ambos gostavam tanto de sol quanto de chuva; o questionamento era o embate entorno do signo em comum. O beijo dentro da lacuna. Quem seria o primeiro para o olhar, do tato ao cheiro; do sossegar entre desejos escorridos, em pleno golpe de altura ao mergulhar do copo de volúpia? Lábios carnudos em seu encontro, a cada olhar fotográfico, retido no momento, perturbava assim a insensatez dele; na memória em que se encaminhava o pecar tão doce e singelo, do corpo dela: pequeno, compacto, leitoso e febril. Ela não costumava muito utilizar a palavra, e em muitas vezes questionava a existência desta; procurando o instinto, sua essência, o primitivo estado de se abstrair, de apenas sentir a verborragia que se exala em se observar às coisas em silêncio; e por um denso momento, a ação justificava o fato dentro dela, assim redundante, ela apenas vivia, deslumbrante seminua de quaisquer artifícios existenciais, numa metafísica astrológica de se embebedar do gozo do livre arbítrio. Esse era o seu veneno, sua pureza era sua luxuria. Ele caminha pelo branco, no dedo indicador que se dilata a sugestão: ou é ou não é. Quando a conheceu, se permitiu não a existir dentro dele; são poucas as tulipas vermelhas que surgem no meio do mar de concreto. Apenas reparou no seu queixo agudo; no seu olho de cor de esmeralda; no seu sorriso de pequena saliente; nos seios de pitomba que cabiam dentro da língua; de suas coxas meio tortas, porém sadias; de sua pele branca e reluzente de algumas alergias; de seus lábios, os quais lhe salpicavam a dor do desejo incubado². Ele negava tudo isso, sabia que ela vivia em um tempo muito avesso ao seu; e ainda havia o detalhe de nunca terem se falado, o ser platônico se conjugava com um ser cartesiano dentro dele, pululava as sensações, e a cada improviso em que o destino colocava os dois juntos, um de frente ao outro; ele virava tartaruga dentro do casco, e ela virava minhoca toda enrolada. Contudo, mesmo que ele a negasse ou que ela traduzisse ele como elipse; os dois não podiam omitir o laço que os uniam. Ele tinha, tem alguns casos; ela idem. A liberdade sempre fora o ideal destes dois; quando ficaram pela primeira vez, em uma suposta aula de estética, sentiram uma palavra, a qual não existia nome em palavra. Não adiantaria buscar no dicionário, numa tentativa de fuçar frustradamente um significado; de uma certa forma, eles dois, tanto ele quanto ela, sabiam disso, e preferiram guardar para consigo próprio, o significante de cada um para essa palavra inexistente. Na verdade nunca fizeram sexo; apenas existiu o ouriço deste, o brusco tocar de cheiros, gemidos, línguas e mordidas. Assim de um nada, os dois sumiam um da vida do outro; a intimidade de uma certa forma inconsciente levava a um podar do sujeito; ele não queria que ela se apaixonasse por ele, e muito menos ela; apesar de estarem apaixonados, um pelo outro. Às vezes me vêm perguntas à cabeça minhas: Porque ele não corre e vai ao encontro dela, e a seqüestra com um beijo de amor? ; Porque ela, às vezes some, fazendo com que ele se esqueça até do seu nome? São pratos vazios a que chego, nestes personagens casuais de vida interina cotidiana: Ela gosta de poesia, para ele, ela é a poesia; ele costuma fazer sambas, ela costuma gostar de sambar; ela já foi ao estrangeiro, ele rodou no máximo até o Rio de Janeiro; ele fala, ela muda, ou ela fala, ele mudo. A única coisa que eu sei deles, hoje em dia, é que tanto ele quanto ela, são do mesmo signo.

Wednesday, February 15, 2006

Babaca, sou.





Desde que me resumi a essa espécie padrão de costume, burocrático de média analise burguesa, trouxe um certo conceito e significado pra mim, talvez proveniente a minha timidez que acarreta doses de luxuria incubada: sou patético em meus erros, e costumo ter o vicio de voltar a errar. Parece que não aprendo, a vontade foi suprimida, e o mundo continua girando. O flagelo se tornou o ápice, quando em despedida nossos beijos adubavam um adeus, um ultimo suspiro, uma certa entrega propicia a morte, nunca mais iríamos nos ver, e a cada beijo, a cada língua encontrada, a cada pedaço de corpo que mutuamente nós nos tocávamos, virava memória... a cada segundo eu percebia o êxtase do desespero , do finito.
Poderia realmente acabar com minha “franguice”, e te mandar uma nova carta, um email, uma mensagem em um celular, todavia.... hoje, não quero. Quero a solidão, não posso me apaixonar, me desligo, e volto a minha bolha de stand by. O que eu quero, o que engrandece o meu querer, é a liberdade, latente, despojada, imersa em nossos olhos, sonhos, medos, e detritos de vida, sim, quero a, mais que tu, quero a pra mim e pra você, cada um com sua intensidade.
Nessa manhã, furiosamente sinto raiva de mim, lembro de você, sou um babaca, e pra melhorar o português, posso escrever bem destacado como num outdoor , SOU UM BABACA. Não me envergonho, apenas quero ter força de podar meus sentimentos, pois sinto que os meus podem incomodar os seus, sou louco, altista, esquizofrênico, debochado, estou a rir do ser idiota que me transformei, não sei se isso é bom ou ruim, mas é disso que sou feito, é disso que me alimento por enquanto, quero te ver feliz, pois é de tua felicidade que eu me encontro. As vezes me cai bem, esse papel de bom-samaritano, rs, o cinismo me protege, as lagrimas caem apenas para lubrificar o rosto seco e ereto, como se eu soubesse os caminhos corretos?!
Bobo, estúpido, me permito o azedo, o amargor de ter a fel em fotogramas registrados na mente o teu beijo doce de amor.


Inté, Chukro.

Monday, November 07, 2005

Desvarios Chukros


Desvarios Chukros




Tínhamos um grupo de teatro amador. Ate então focamos que necessitávamos de peças que despertasse o “in” no expectador, quase para se transformar no expect-ator de Boal, porem nosso trabalho estava direcionado por linhas eqüidistantes, pois corríamos do oprimido, e estávamos em outra, e não tínhamos pretensão nenhuma em relações educativo-sociais com o teatro. Queríamos algo insano, um grito, o qual você tenta engolir e ele te questiona como soluço. Queríamos o eu “nuco”, queríamos Artaud.
Então passamos desse principio de trabalhar Artaud estudando.
Passavamos horas e horas a fio num prazer denso, dissecando a cabeça do malhuco.
Começamos concomitantemente a ler: O Teatro e seu Duplo, e, Artaud e o Teatro. O primeiro de autoria do próprio Antonin Artaud , no qual desenvolve suas teorias e a forma de ver o teatro da crueldade; o segundo é da coleção “estudos”, um catatau sobre a vida de Artaud e a sua relação com o teatro.
Levamos um tapa. Enlouquecemos a ver navios, pois a cada leitura que fazíamos do Antonin tínhamos certeza que ele estava falando de nossos questionamentos e angustias que vivíamos e vivemos.
Será possível um novo teatro em que formas não sejam pré-estabelecidas?
O visual, o lascivo, o real aonde se encontra ou se esconde?
Será que podemos encontrá-los? Essa era uma das varias indagações diárias que fazíamos ao tentar descobrir a forma de exorcizar estes fantasmas?!
Daí existiu depois de 3 meses de estudo uma proposta do diretor, o qual começou a ler do livro “Artaud e o Teatro”, uma fala do próprio Artaud.
Diretor falou:
- “ Jogamos nossa vida no espetáculo que se desenrola no palco: e para o espectador , seus sentidos, sua carne, estão em jogo (...) Ele deve ser convencido de que nós somos capazes de faze-lo gritar... “
Depois veio um silencio, e o diretor perguntou para nós, que já nos encontrávamos em círculos, o que achávamos das palavras ditas por ele. Mas, com tudo que ficasse livre para demonstrar não – verborragicamente. Ele queria uma reação.
Melissa a mais linda da turma, a qual todos os atores-homens queriam ficar de par quando relava uma peca de romance, lembro que quase eu iria fazer com ela, Romeu e Julieta, pena que ela ficou doente.
Melissa falou:
- Quero gritar! E depois ficar pelada.
Mauro que tinha um tesão louco por ela, na hora logo arriou a fivela ao escutar-la. Era o momento mais que desejado por ele, nunca realmente se importou muito em ser ator, apesar de que se entregou como poucos ao Teatro, mas, contudo, a razão dele fazer parte da companhia e estar ali naquela hora e naquele tempo, era trepar com Melissa.
Mauro falou:
- Quero comer Melissa,e quero que Marcos chupe meu cu.
Marcos era eu! Fiquei abismado que a crueldade tinha virado bacanal. Os desejos todos reprimidos dos atores estavam se exalando, e eu como membro fazia parte do objeto de estudo, e estava convidado a imprimir a minha loucura. Apesar que aquilo não era o correto, experiências tem que ser vividas, admito que sim, mas com um “porque” direcionado. Aquilo estava sendo ato hedonista, no qual uma companhia de teatro, mais uma por sinal, iria fazer uma orgia.
O Diretor respondeu:
- Ok... estamos prontos para “ A peça começa ou o Contrario”.
Ficamos espantados, o diretor estava com roteiros na mão e entregou a nós. Era uma peça que daria significado ao parágrafo que ouvimos do diretor.

“Jogamos nossa vida no espetáculo que se desenrola no palco: e para o espectador, seus sentidos, sua carne, estão em jogo (...) Ele deve ser convencido de que nos somos capazes de faze-lo gritar...”

Lemos o roteiro, o qual suspendia ao absurdo, o que se tornava arriscado, todavia era a proposta que realmente queríamos fazer.

- A peça começa ou o Contrario –

O publico entrou no teatro as 21hs . Antes da entrada total no estabelecimento, o diretor pediu aos espectadores que entrassem no recinto de pés descalços e sem celulares; era uma norma para que a peça tivesse seu 100% de compreensão, e quem não aceitasse que, por favor, se retirasse.
Isso logo de impacto foi um solavanco na platéia, a qual sem entender e curiosa respeitou e aderiu à regra. A peça começou nos exatos 21h30min, com um silencio atônito. Todos os atores estavam apreensivos: os laboratórios feitos, os happening, e os estudos de Artaud teriam que ser ali no pe da barriga posto em pratica. As 22h00min ainda se escutavam o Zum-Zum-Zum do silencio, por incrível que pareça as pessoas não suspeitaram de nada, a peça já estava rolando, não no palco, nós da cia estávamos fugindo disso, o teatro acontecia diante deles, no próprio cenário do publico, nas cadeiras.
A 1 surpresa começa daí, os atores entraram junto com o publico, representado o publico em “si”. E a nossa sacada foi fazer um cartaz simples, e sugestivo, no qual tinha escrito o titulo do espetáculo, e sobreposto no fundo um desenho que o próprio diretor criara.
Éramos amadores, ninguém nos conhecia, estávamos prontos para a loucura. Foi ai que Robersval , o nosso ator-corpo, entrou em cena se levantando da cadeira em que estava sentado.
Robersval falou:
- Que merda é essa? A gente vai ficar sentado aqui ate que horas? São 22h:00min e eu paguei 10 reais por esta peca! Faz uma hora que estamos esperando!
Surgiu daí o 1 imprevisto e o improviso do acaso, se levanta uma jovem esguia dos cabelos compridos e enrolados.
Jovem Esguia falou:
- Será que os atores estão com algum problema? Será que alguém esta passando mal?

O burburinho era exato. Era a minha vez de atuar com Melissa.

Melissa
- Cláudio ... tenho que falar algo pra você...
Eu
- Diga Nanda?! O que foi? Você parece mal.
Melissa
- Sim. (Começa a chorar)
Melissa fez direitinho como nos ensaios, o choro dela crescia, e como estávamos ali sentados na platéia, logo as pessoas que estavam sentadas ao redor de nós, percebiam a cena aos poucos e ficavam curiosas com um choro repentino e tão avassalador como foi feito por Melissa.

Eu
- Nanda o que foi? Fale!
Melissa
- Cláudio ... eu vim ver essa peça porque no final dela, eu iria te dizer coisa muito importante ... mas ela não começou, isto está me angustiando.
Eu
- Vamos fala de uma vez por todas, o que é Nanda? (Desta vez minha voz foi mais alta e desesperada, vi assim pelo olhar periférico que pelo menos três pessoas no mínimo estavam escutando e possivelmente compreendendo a nossa estória).
Melissa
- Acabou. Eu não te amo mais.

Fiquei em silencio e me lembrei de Nina Simone. Como uma negra pode me fazer chorar tanto quanto ela? Ao escutar “Here Comes the Sun”, dos Beatles, percebi que a versão de Nina me tragava para o meu abismo, aquela velha felicidade que não existe mais, comecei então a chorar e a pensar que Nanda estava me traindo, e fui eu que apresentei Nina a ela! Essa vagabunda, tão egoísta que se acha no direito de destruir nossos sonhos no estalar de dedos?! Engoli o choro, e como estava marcado na cena, dei um tapa que estatelou Melissa ao chão. Nunca gostei dessa cena, mas o diretor sugeriu e Melissa acatou.
As pessoas em volta tomaram as dores da personagem Nanda, e partiram pra cima de mim, não admitiam a violência. As mulheres acudiram Melissa que chorava; os homens me empurraram, e ficaram me olhando com caras de desgraça, queriam me dar uma sova.
A violência então era movida por esse campo de forca. Eles estavam em seus limites da razão e da ação, os meus verbos era denotativos, eu possuía o ataque terrorista aos bons costumes, e estava eu sóbrio, imagina?!
Eu falei:
- Se encostarem em mim, eu atiro.

Mostrei a arma, um 38 velho, que minha vovozinha herdou da família. Nem tinha uma sequer bala, tudo de festim, arquitetamente planejado. Essa era a deixa para Robersval ir ate a porta de saída do teatro e ver que estava trancada, e grita avisando ao publico. O interessante é que tudo estava correndo como previsto, estávamos inspirados, no decorrer da peça, os atores sentiam pelo improviso que aquilo realmente estava acontecendo no seu “in”, o publico acreditava na loucura em que viviam naquele momento, ele passou a ser sujeito da ação.
E num instante. BUMMMMMMM.

Crueldade, o duplo e o transe.

Não sei se estávamos decodificando Artaud ao certo, mas naquele instante “in”, aquilo era único. Eu estava armado, um personagem desequilibrado e armado com um 38. Então neste ponto começa o dialogo entre eu e Melissa, que bradava em choro.

Melissa
- Cláudio, por favor, largue esta arma, você pode machucar alguém, vamos!

O publico estava já ao chão, enquanto eu reparava a movimentação dos valentões ou os que queriam ser os heróis da noite, na qual sonhavam tirar a arma do antagonista e sacramentassem a si mesmo o personagem do “mocinho”, eu atirei pra cima logo para assustar.
Eu falei:
- Nanda só tenho a ti. Sou um dos poucos românticos daqui deste teatro, sou aquele que se mataria por amor. Eu choro pode ver, estas lastimas em meu semblante?! Te amo Nanda, e não conseguiria ... retirar você de mim, eu sobrevivo por ti.
Melissa
- Cláudio, meu amor, meu 1 primeiro amor, não te amo mais. Se quer matar alguém, mate a mim! Por que se você me obrigar a te amar, eu prefiro a morte.
Neste instante, Robersval tinha a deixa de me agarrar, eu dei um tiro na perna direita dele, o saquinho de sangue dos ensaios funcionara, um truque besta de criança.
Uma mulher de idade desmaiou, o pânico era total. Gritos e mais gritos ecoavam no teatro. Eu em deliciava ver as “ piriguetes” aos prantos, meu deus tomará que elas tenham pesadelos eternos.
Eu falei:
- Nanda se eu já não a tenho, o que perco?
Ao final da frase dei um tiro na cabeça. BUMMM. Os efeitos sonoros foram muito fudidos. Eu ate acreditei, que tinha ido. A explosão do festim junto com o adicional sonoro feito pelo técnico Edinho, o estrondo foi extremamente inusitado ao real.
Melissa correu ate mim, e me segurou ao seu peito e berrava me beijando, se melando toda com o sangue artificial de Kisuque, Tomate, Coloral e vinho Quinta do Morgado, uma delicia... recomendo.
Melissa falou:
- Eu não te amo. Não te amo.
Chorava e berrava me beijando, Melissa estava incrível em sua caracterização.
Mauro possuía um personagem inquietador e filosófico. Ele entrou em cena nessa hora.
Mauro falou:
- É fato! Tem gente que se amarra, tem tara mesmo por espetáculos cênicos verite sem haver peça alguma. ( Começa a bater palmas) Palmas, vamos palmas! Esse ai que já era, é o personagem que faleceu em sua existência.
Para mim tudo era escuridão, estava com os olhos fechados, bem que eu poderia ter morrido de olhos abertos, mas era uma técnica que eu não possuía.
Daí em diante Mauro fazia da verborragia sua pantomima, e ele extremamente engraçado em sua caricatura, um misto de personagens de Woody Allen e Quantin Tarantino. Realmente demorou ver o publico tomar a ação, porem, vimos tudo incendiar quando surgiu um rapaz forte negro que tentou arrombar a porta de saída do teatro. O diretor estava do lado de fora, esperando esse momento, munido de sonoplastia e de sua marca.
Diretor falou:
- Ok... Aqui é a policia, não se preocupem daqui a 15 minutos , vocês voa sir daí! Tudo esta sob controle, o terrorista está armado?
O rapaz negro caiu pra trás. Não sabia onde se encontrava a sanidade mais.
Rapaz Negro:
Que terrorista? Temos suicidas, gritos, filósofos e mortes aqui dentro, mas que eu saiba nenhum terrorista ate agora! Meu deus, seu guarda, nos socorra! Estamos enlouquecendo!!!
O diretor ria do lado de fora, e fazia sonoplastia de sirenes de policias, e de supostos tiras conversando.
Diretor falou:
- Dentro de 15min no maximo! Agora tentem controlar o terrorista. Ele esta cheio de explosivos pelo corpo, ele está ai dentro com vocês.
O rapaz negro ao escutar gritou para o publico:
- Há um terrorista no teatro, cuidado iremos morrer!
O rapaz negro nos saiu de imprevisto um ótimo personagem vivido por ele, acabou sendo o motor da nossa peça. Este personagem que acabou por acaso virando dele, era de Claudinha, ela que estaria encarregada de falar com a policia, contudo nesta hora , ela estava como enfermeira acudindo a platéia que desmaiavam e passavam mal.
Dentro desse total aspecto de conjuntura, o gran finale estava para acontecer.
Surge na caixa cênica, uma menina, uma criança de no maximo 5 anos de idade, toda revestida de dinamite segurando com uma mão seu ursinho e com a outra um megafone.
Essa criança era a Luiza, atriz mirim, que surge em cena protagonizando a terrorista infantil, Luiza é filha de Claudinha. Na apoteose da cena, Mauro olha a criança e sobe nas cadeiras da platéia e berra.
Mauro falou:
- É ela , é a criança! É ela a terrorista! As crianças se revoltaram contra os adultos, é o fim do mundo! É o fim dos tempos!
A partir daí o momento era crucial, o publico estava atônito no limiar do frenesi e do transe da insanidade. Nesse momento, Luiza finaliza a peça, e fala ao publico utilizando o megafone.

Luiza falou:
- Que horas são?
Todos pasmos, ninguém respondeu de imediato. Então Mauro revelou.
Mauro falou:
- Sao 23h00min. Por quê?
Luiza respondeu:
- A peça acabou esta na hora de irmos pra casa.

Quase que por encanto eu me levanto melado de sangue junto com Robersval, e vou com Melissa, Claudinha e Mauro a caixa cênica. O diretor surge e se junta a nós e agradece ao publico pelo espetáculo.





Escrito por
Vinicius Chukro.
07/11/05

Tuesday, September 20, 2005

chuchu e xuxu

correram ao maximo que podiam, roger. estou te falando, acredito que correram atras de suas sombras, nao sei qual foi a lamuria de um ser: intempestuoso, osso, virgular, acoite nosso estar , num eh roger? fabriquei brincadeiras em um ritmo do soluco infantil e do peido nervoso. cataclisma de ansiedades, me sinto ao ver-los roger, um boboca... sabe? como se eu nunca tivesse beijado. comoooo eles se beijam.... acredita roger, que ele se beijam em olhar? em um espetar de sintidos... acredito que chuchu e xuxu, estao alem do imperio dos sentidos. pra falar a verdade eles nao se conhecem, em nenhum momento acreditam na boemia do amor, e no translado amazonico a peh. eles vivem em morning bell do destino. eles usam rubricas de palavras concretas como subtexto ou sulco do afeto diario. cabe na mao a palavra, mas a palavar vive fechada-muda na mao aberta.
- quer me levar pra passear?
- sim, aonde queres ir, zeh?
- me da tua a mao...
- vc eh o me xuxu.
- eu sei... e vc o meu chuchu.
and i'll see u, a next life. eles se conheceram assim, e vivem ainda ateh hj nesse filme americano, roger... do u believe, mother fucker?

Thursday, September 01, 2005

1 & 2


1
quase aquele não
foi embora sem perdão
do entrave se fez o olharre
pousa a porta na pia da sala de estar

o gato corre atrás do mouse
a casa fabrica seguro no roubo secular
um silêncio de suspiro
do suspiro um silêncio
rasga a folha morre um céu

de papel
morre uma estrela de arvoré de pincel
navios chuviscam pela fumaça
maquinas de escrever gramofonicas
na gota que enunda a muda nua rua que passa
faz fumaça: - sorriso e desgraça.

é o meu quadro
é a minha casa
e no meu tato não preciso de asas

e no meu quarto...
está escrita a foto-grafia...
azapalavra.

2
chove lá fora
a Rã comédia passa e me olha
de fora pra dentro me molha
de risos.

Monday, August 22, 2005

un minuto e mais nada.


un minuto e mais nada.



dois segundos, e reticencias... metralhadora da porra da palavra sem conteudo plasmalizada de hibrida fobia, Vc me ama? . cacete , nao! dois cacetes, estou parado, morto, triste , suando... meu deus como estou fedendo e vc ai? na minha frente. Sabe como eh dificil ser esse louco alegre, idiota, feliz que te quer? Vc me ama?. catramba meu deus? deu a teu pai a desonra... de ter a mim, um mero alerquim ... que quer aprender a amar? foda-se... pare de rir, mesmo pq ... eu ainda sei dizer eu te amo!!! e vc que nem isso sabe? melodromatico? eu??? nao, meu bem.... eu apenas soletro palavras dissonantes... sous di soslaio au sur . ! . e soh isso.

meu recado, eh pouco ... eh uma letra , eh desabafo, que cabia em um fotolog... mas seria banal.
eu coloco aqui pq eu sei que eh o unico lugar que vc verah...
Eu te amo.

Tuesday, August 02, 2005

11 andar


11 andar




Um silencio. Morto, esquálido e retilíneo a mosca pousou no nariz. Dois silêncios. Quase que sugerindo o respirar, o espirrar, e toda uma seqüência de desaforos e mal estar de bem estar... mal-me-quer de bem-me-quer, Ela surgiu.
Sentou-se na sua frente... e falou o silencio.
Com calma pegou o cigarro e ascendeu, mostrara pra si mesmo que acreditava na eutanásia, e que saberia a hora de partir.
Perguntou seu nome.
Pessoas correm incessantemente em volta da mesa. Dava para perceber uma alegria solta no ar, o verbo escapava pueril... e o seu sintoma era pasmo, correto, sutil, ainda saberia dali fugir sem ser pressionado.
Perguntou qual era a temperatura da sua língua.
Três silêncios, e o aborto.
Era de juízo que necessitava, não conseguindo gritou: - Caralho.

Caralho mais uma vez, e outro caralho.
Onde estou?
E começou : Porra, porra.
E nao parou: Buceta, buceta.
E parou.

Ela ria, tranqüila e bêbada... provocando o surto como resultado,
falou o silencio, de novo:

- Quer saber a temperatura da minha xota?

Sunday, July 31, 2005

LOSGIAO HERBANA


LOSGIAO HERBANA –
Hermania na praça, Legião Urbana do SÉC. XXI.


Surge agora o tão aguardado novo CD dos Los Hermanos. Sem perder certa estética que marcou os meninos barbudos, o quarteto traz com seu novo CD nomeado 4, uma nova releitura de timbres, melodias e composições, ainda mais crus. Temos poucos punch das guitarras, e poucos metais. Poderia dizer que este cd é o mais neo-mpbista deles.
O 4 tem que ser comido, ouvido ou consumido pelas beiradas. As musicas novas não tem o apelo como as musicas do ultimo cd ventura, as quais se digerem mais fácil e viram hits. Não temos Cara Estranho ou o Vencedor?

Camelo

O que temos eh um começo obscuro com os dois Barcos, musica de Camelo. Um mix de Ivan Lins e Belchior (alucinação). É a partir da primeira musica que observamos as composições de Camelo navegam por um norte diferenciado, e de difícil apelo popular. Contudo, ouvimos o controle fenomenal que esse artista possui hoje com suas composições, em que as frases melódicas criadas são realmente boas, e são carregadas de uma qualidade imagética junto com suas letras.
As outras musicas assinadas por Camelo: Fez-se mar, Morena, Horizonte Distante, Sapato Novo, Pois É e É de lagrima... precisam de um olhar cauteloso.

Fez-se Mar

A comprovação que o mergulho na mpb é intenso. Uma boa musica para sua amiga Maria Rita cantar, e perfeita para cantores de barzinho ganhar um trocado.
O destaque para essa song eh uma guitarra histriônica no final da musica, com uma timbragem que remete a “noises mutanticas” de Sergio Dias.

Horizonte Distante

A musica mais sem pé nem cabeça do Los Hermanos.
(What the hell is going on???)
- Camelo, por favor, pra onde vc vai com esse deus do tempo???
Da-me luz... ??? O amor é luz.... ???

“Sem comentários, essa musica é uma marcha para a seqüela... Muitas drogas”.

Morena

Tem um ritmo do jogo do Super Nintendo, Mario’s brother. Com um ritmo bacaninha... e com uma melodia grudenta, ela é um pop agradável.

Sapato Novo

Vem logo em seguida de Condicional, que “é a musica roquinha do cd”. Sapato Novo é extremamente climática, e delineia uma paz assustadora a qual vemos mais uma visita a MPB e a bossa nova. O vibrafone de Jota Moraes é o destaque que ambienta a musica.

Pois é, É de Lagrima

As ultimas musicas fecham como começou o Cd 4. As musicas de Camelo não são animadas, e elas ao contrario de ascenderem caem em depressão. Não vemos nunca o explodir, o silencio é a lacuna juntamente com o sussurro.
Pois é e é de lagrima são musicas que os fans vão sofrer para cantar... o estado de lisergia encontrou sua letargia... pois é, é de lagrima.

Amarante

O barbudo ruivo piadeiro, falador, e presunçoso do quarteto tem 5 musicas no novo CD, e uma delas abre como carro chefe do disco, O vento. As outras são: Primeiro Andar, Paquetá, Os Pássaros e Condicional.

Primeiro Andar

Bem, no disco Ventura existe a musica “Do Sétimo Andar”, assinada pelo próprio Amarante. E agora ele vem com o “Primeiro Andar”. Coloco exposto aqui uma sugestão: Fazer um CD chamado Apartamento. Já tem dois andares: o primeiro e o sétimo, não vai ser difícil construir mais 5 andares.
Primeiro Andar tem a melodia cíclica e repetida, que por horas enche o saco. E tem uma timbragem retro, um pouco de Strokes nas guitarrinhas delicadas. O teclado de Medina traz uma camada brega a musica, e a bateria de barba é saturada... vendo que pelo menos o timbre é medido a dedo.

Paquetá

Uma boa musica para ser colocada em novelas como Kubanacan, ou A lua me disse. Como bem visto, nos outros CDS, Amarante vem com sua veia latina fervendo. A letra que parece falar alguma coisa é só arrumação de frases para rimar.

“Que desfeita, intriga, o óUm capricho essa rixa e malDo imbrólio que qui-pro-cóe disso bem fez-se esse nó”

É uma pena ver que há uma decadência nas letras. Tudo bem falar de amor, mas tão pobre desse jeito???

Os Pássaros

Esta musica é arrastada e lenta, a qual provavelmente começa com algum do ou ré menor para dar idéia de sofrimento e angustia. Possuindo intervenções sonoras de guitarras obscuras, que embala junto com a bateria de Barba que esta reta e contida, e o teclado de Medina o qual traz uma camada estranha em que parece que ouvimos uma nota em toda musica sendo segurada.

O vento

É animadinha a musica, e tem tudo para cair nas graças do grande publico. Um dance, o qual o refrão possui um riff no teclado de Medina que remete ao da banda, No Doubt.

Condicional

Humm... Sentimental, e agora Condicional?
Bem, essa é a musica mais rock do CD, e vemos que há realmente feeling quando interpretada por Amarante. Bem arranjada, em seus tempos e tem tudo para ser a canção da hermanica para a moçada pular.
O destaque é o solinho gostosinho do refrão, e as intervenções do teclado quase infantil de Medina.

Condição ou não... essa é a musica de destaque do nosso ruivo barbudo.

Com tudo, o que posso avaliar é que este é de longe inferior ao Ventura. Podendo ser até um Ventura B-sides. Contudo, o que surpreende nos losermanos, como eles falam em entrevistas, eles se jogam no norte em que vão galgar. Não tendo a preocupação de critica, e publico.
Será uma nova banana que eles dão as pessoas que querem uma mesma formula???
Não sei, mas o que convém frisar é que os meninos barbudos a cada passo caminham por timbragens, melodias e texturas diferentes a cada CD.

Que venha os quatro ou o Quatro.



Escrito por Cuko.

Tuesday, July 26, 2005

Palhaços e padres são feitos do cão


Palhaços e padres são feitos do cão
Chukro

Lambi o travesseiro com algum intuito que se soletrava ao friozinho morno e pálido das nuvens de algodão doce. Saqueando algo depressivo me enrolei ao campo de força iugoslavo... sacudindo andares pelo flagelo sombreado de bombas, de cartas suicidas, de tanques de guerra soltando disparos de consistência: - É um novo dia, coberto dos mesmos sons de bala perdida a matar um parente próximo e a mais uma desculpa para faltar o trabalho. Abri as janelas cheias de remelas e ri das flores sufocantes, temperadas de estágios de humanidade no cio. Hoje amanheci mulher não vou me refletir diante deste espelho cego, inútil, malvado e infantil. Pois distorce o inverso trazendo formatos óbvios e estruturalmente alienáveis depilei o habitual, fiz xixi sem levantar a tampa do vaso sanitário. Pode ser um fato banal, mas em mente girava alucinações. Como o ar místico das abelhas, os zumbidos de alto fervor de orgasmos, os corpos grudados em frações de eternidades jorradas em gritos, berros ao obscuro meio que aceso por um fósforo mortal, que se desfaz a um liquido que nos abre as portas. Cansei de ser um palhaço menstruado, pelo menos para mim. Que se abram as portas... hoje desfilei na ponta dos pés. Todos comentavam... as paredes se ruíam de curiosidade e eu as pintava línguas para falar, mas sabia que elas borravam ouvidos para escutar. Os carrapatos, os piolhos, os dentes, os perfumes, as flores mortas, as unhas encravadas, os desesperos, os medos, as paixões tudo de uma vez só em um gole de vitamina melancólica. Fiz o café da manhã com a esperança de nada, mas havia... Com isso deleitei-me, tomando banho, esculpindo sonhos ébrios com o vizinho. Disfarçando minha voluptuosidade pelas ingênuas e nojentas fobias dele. Me perfumo de vaidades.”Paradoxalmente, era o inverso do contraditório, que não se realizaria ao mesmo para comigo, só pioraria o complexo que seria minha vida”. Penteei o cabelo, pintei as unhas, coloquei batom, não coloquei fio dental, pois minha bunda é flácida e muito branca, mas foi uma grande evolução, pois enfrentei o espelho. Depois da grande batalha beijando a dor... se espera uma flor em algum pedestal incubada de um final feliz? O vizinho morreu de colapso nervoso no chuveiro, pois teve fobia da minha bunda. As paredes cínicas riam em um silencio agonizante. Enquanto eu quebrava minha unhas azunhando-as. Gritei aos sete palmos do céu, da terra, tudo por uma forma de plasmolisar meu âmago. Quase fraquejando, olhei mais uma vez o espelho... vi que estava prendada até a alma. Assim sorri e comecei a ter convulsões de gargalhadas roucas perdidas no ar desconexo. Feliz, chorei e apodreci aos prantos. (Lembrei que meu filho chegara, e gritara um agudo mortífero quebrando todos os vidros que se habitavam em mim, formando cactos de vidros e uma decadência profunda... chupava-os descosturando minha língua, e repetindo para mim mesmo: - Sou homem, e homens não choram).