
Palhaços e padres são feitos do cão
Chukro
Lambi o travesseiro com algum intuito que se soletrava ao friozinho morno e pálido das nuvens de algodão doce. Saqueando algo depressivo me enrolei ao campo de força iugoslavo... sacudindo andares pelo flagelo sombreado de bombas, de cartas suicidas, de tanques de guerra soltando disparos de consistência: - É um novo dia, coberto dos mesmos sons de bala perdida a matar um parente próximo e a mais uma desculpa para faltar o trabalho. Abri as janelas cheias de remelas e ri das flores sufocantes, temperadas de estágios de humanidade no cio. Hoje amanheci mulher não vou me refletir diante deste espelho cego, inútil, malvado e infantil. Pois distorce o inverso trazendo formatos óbvios e estruturalmente alienáveis depilei o habitual, fiz xixi sem levantar a tampa do vaso sanitário. Pode ser um fato banal, mas em mente girava alucinações. Como o ar místico das abelhas, os zumbidos de alto fervor de orgasmos, os corpos grudados em frações de eternidades jorradas em gritos, berros ao obscuro meio que aceso por um fósforo mortal, que se desfaz a um liquido que nos abre as portas. Cansei de ser um palhaço menstruado, pelo menos para mim. Que se abram as portas... hoje desfilei na ponta dos pés. Todos comentavam... as paredes se ruíam de curiosidade e eu as pintava línguas para falar, mas sabia que elas borravam ouvidos para escutar. Os carrapatos, os piolhos, os dentes, os perfumes, as flores mortas, as unhas encravadas, os desesperos, os medos, as paixões tudo de uma vez só em um gole de vitamina melancólica. Fiz o café da manhã com a esperança de nada, mas havia... Com isso deleitei-me, tomando banho, esculpindo sonhos ébrios com o vizinho. Disfarçando minha voluptuosidade pelas ingênuas e nojentas fobias dele. Me perfumo de vaidades.”Paradoxalmente, era o inverso do contraditório, que não se realizaria ao mesmo para comigo, só pioraria o complexo que seria minha vida”. Penteei o cabelo, pintei as unhas, coloquei batom, não coloquei fio dental, pois minha bunda é flácida e muito branca, mas foi uma grande evolução, pois enfrentei o espelho. Depois da grande batalha beijando a dor... se espera uma flor em algum pedestal incubada de um final feliz? O vizinho morreu de colapso nervoso no chuveiro, pois teve fobia da minha bunda. As paredes cínicas riam em um silencio agonizante. Enquanto eu quebrava minha unhas azunhando-as. Gritei aos sete palmos do céu, da terra, tudo por uma forma de plasmolisar meu âmago. Quase fraquejando, olhei mais uma vez o espelho... vi que estava prendada até a alma. Assim sorri e comecei a ter convulsões de gargalhadas roucas perdidas no ar desconexo. Feliz, chorei e apodreci aos prantos. (Lembrei que meu filho chegara, e gritara um agudo mortífero quebrando todos os vidros que se habitavam em mim, formando cactos de vidros e uma decadência profunda... chupava-os descosturando minha língua, e repetindo para mim mesmo: - Sou homem, e homens não choram).
No comments:
Post a Comment